quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Submergir...







Ali estava eu, mergulhada num nada, despida de tudo, afogando-me em mim mesma.
Senti a facilidade escorrer-me pelas pontas dos dedos enquanto tentava segurar o oxigénio que tentava subir dentro de mim, e dei-me conta o quão facilmente seria por um final na minha história, ali mesmo, naquele confim de água que submergia em torno de mim mesma.
E nada mais ocupava a minha mente senão o som já não mais incomodativo das gotas de agua que restavam e caiam temporalmente no mesmo prado decadente onde eu estava.
E nada mais, restava de mim, até que fora de mim mesma, voltei a respirar, e subi de volta na maré negra...

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